Entre estas torres, tão altas, o Homem Arara está vivo. Ativo, procura frutas nos sonhos, nas lutas, na lucidez, na loucura... ... e seu olho atravessa as paredes mais duras.
Sobre o betume das ruas, voa o Homem Arara. De cara, inala fumaça, vê tanta desgraça, tanta vida vazia... ... e seu grito perfura o cimento do dia.
Em cada gesto livre, o Homem Arara renasce. E na face de cada impossível poeta, como sopro na brasa secreta, como vento no fogo dormente, suas cores acendem a nudez sobre a gente.
O Homem Arara convoca o bicho a sair da sua toca, do coração ainda aceso, da pulsação, do desejo...
O Homem Arara convoca o bicho a sair da sua toca, a mudar seu velório em festa e o deserto urbano em floresta.
E o Homem Arara declara: a vida é abundante e rara, um espaço entre o tiro e o abraço... É o universo e um traço...
2 comentários:
Nasce a criatura das criaturas
geme por entre os arbustos do medo
contorce seu corpo como todos
mas bate suas asas
como poucos
O HOMEM ARARA
Entre estas torres, tão altas,
o Homem Arara está vivo. Ativo,
procura frutas
nos sonhos, nas lutas,
na lucidez, na loucura...
... e seu olho atravessa as paredes mais duras.
Sobre o betume das ruas,
voa o Homem Arara. De cara,
inala fumaça,
vê tanta desgraça,
tanta vida vazia...
... e seu grito perfura o cimento do dia.
Em cada gesto livre,
o Homem Arara renasce. E na face
de cada impossível poeta,
como sopro na brasa secreta,
como vento no fogo dormente,
suas cores acendem a nudez sobre a gente.
O Homem Arara convoca
o bicho a sair da sua toca,
do coração ainda aceso,
da pulsação, do desejo...
O Homem Arara convoca
o bicho a sair da sua toca,
a mudar seu velório em festa
e o deserto urbano em floresta.
E o Homem Arara declara:
a vida é abundante e rara,
um espaço entre o tiro e o abraço...
É o universo e um traço...
... é dura, mas linda e frágil como a pétala.
Klaus IdAlgo & Charles do Liberdade
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